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Inclusão de disciplina de cuidados paliativos na graduação de Medicina


De acordo com a alteração da Resolução CNE/CES nº 3, de 20 de junho de 2014, aprovada em 17 de Março de 2022 que institui as Diretrizes Nacionais Curriculares Nacionais do Curso de Graduação em Medicina, o tema dos cuidados paliativos, por sua relevância, deve estar associado à gestão da saúde e às Diretrizes Curriculares Nacionais dos Cursos de Graduação em Medicina. Principalmente pela imensa repercussão na assistência à saúde e nos direitos a essa assistência à sociedade e ao desenvolvimento de terapias, já em prática em muitos países, em relação aos quais o Brasil está atrasado.


O Conselho Nacional de Educação reconhece, por meio das diversas manifestações realizadas por médicos paliativistas, que o aluno de graduação em Medicina deve receber formação e treinamento sobre competências específicas, abrangendo a comunicação compassiva e efetiva com pacientes, gerenciamento de dor e outros sintomas, princípios e boas práticas de cuidados paliativos, bem como critérios de indicação para cuidados paliativos precoces (ao diagnóstico de doença ameaçadora de vida) e indicação e manejo de cuidados de fim de vida incluindo, além do controle de sintomas de sofrimento físico, a abordagem de aspectos psicossociais, espirituais e culturais dos cuidados e também identificando riscos potenciais de luto complicado.


A inclusão da disciplina de cuidados paliativos na graduação de Medicina também está alinhada com a crescente demanda e necessidade da sociedade por uma abordagem mais humana e centrada no paciente. Ao promover a formação de médicos capacitados nessa área, estamos garantindo que os pacientes recebam cuidados de qualidade, respeitando seus valores, desejos e necessidades individuais. É com imensa alegria e uma honra indescritível que estou ministrando a disciplina de Cuidados Paliativos para graduação de Medicina da Faculdade de Medicina FAP Araripina. Este é um passo histórico e revolucionário que ressalta a importância do cuidado compassivo e integral ao paciente, além da luta contra a dor e o sofrimento. Relata com alegria Dr. Otávio Sampaio, que é médico de família e comunidade com cuidados paliativos, clínico da dor, mestre em ciências da saúde e docente Medicina da FAP.


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